ISMAT 7886
Crítica e Estética da Arquitetura
Arquitetura [ISMAT]
-
ApresentaçãoPresentationA crítica é um exercício de desmontagem. Relaciona-se tanto com a teoria como com a história, mas o seu campo é o presente instantâneo, geralmente focada num objeto particular (edifício ou evento). Com o diluir das fronteiras disciplinares e as transformações tecnológicas e mediáticas, a crítica adotou outros modos de expressão (curadoria, programação, edição, investigação), as o seu propósito continua o mesmo: esse constante exercício de revisão. No seu sentido lato, a estética é uma partilha do sensível (dos sentidos) que determina um modo de articulação entre as formas de ação, produção, perceção e pensamento. Esta definição geral estende o campo da estética para além do campo da arte e passa a incluir as coordenadas conceptuais e os modos de visibilidade operativos do campo da política - no sentido de polis, da organização da cidade (enquanto espaço comum), logo da arquitetura. Em conjunto, crítica e estética, é um modo de pensar o mundo.
-
ProgramaProgrammeA UC é dividida em diferentes temas vários posicionamentos críticos e estéticos no último século. Para cada um deles, diversas obras e projetos que evidenciam a sua manifestação arquitetónica. Como suporte à discussão, existe um conjunto de conteúdos e autores que servirão como pontos de partida para a reflexão, mas que serão sempre enquadrados a partir da sua pertinência hoje. P1: Representação e media - e a convergência da crítica e estética; P2: Máquinas e abstrações - e o otimismo tecnológico e da razão; P3: Organismos e surrealismos - e os universos da natureza e do subconsciente; P4: Realismos e populismos - e as suas complexidades e contradições; P5: Estruturas e tipologias - e as invariantes e essencialismos formais; P6: Dispersões e fragmentos - e o mundo do consumo e espetáculo; P7: Reações e emergências - e as tendências da arquitetura contemporânea; P8: Ficções críticas - e a aplicação prática da crítica e estética
-
ObjectivosObjectivesCEA encontram a sua síntese na representação e nos meios da sua comunicação. E o modo de compreender as forças que as conformam, de compreender o porquê de uma coisa nos aparecer assim, é através da sua desmontagem. Entender as diferentes camadas que a compõem, as razões que justificam o seu modo, porque funcionam assim, porque servem esses propósitos e pessoas e não outros. E isto pode ser feito através da curadoria, edição, programação e investigação: O1: Conhecer - entender as questões e sua caracterização, análise e interpretação dos vários posicionamentos críticos e estéticos na arquitetura, bem como os seus protagonistas; O2: Refletir - construir um juízo crítico sobre esses posicionamentos através de uma argumentação justificada e coerente; O3: Explorar - limites e potencialidades estéticas de diferentes ferramentas de representação e meios de comunicação; O4: Comunicar - desenvolver um discurso com clareza e rigor na instrução e organização dos registos orais, escritos e gráficos.
-
BibliografiaBibliographyAAVV (2000-2026). Jornal Arquitectos. Ordem dos Arquitectos Colomina, B. (2006). Clip/Stamp/Fold: The Radical Architecture of Little Magazines 196X-197X. Actar Publishers Leach, N. (2005). A Anestética da Arquitectura. Antígona Montaner, J. M. (2012). Arquitectura e Crítica. Gustavo Gili Rancière, J. (2010). Estética e Política. A Partilha do Sensível. KKYM Rattenbury, K. (ed.) (2002). This is Not Architecture: Media Constructions. Routledge
-
MetodologiaMethodologyDe acordo com o carácter reflexivo e exploratório da Unidade Curricular, pretende-se que os estudantes experimentem diferentes ferramentas e métodos de trabalho. O propósito é diversificar os regimes de reflexão. M1: Aulas expositivas; M2: Grupos de análise de textos; M3: Discussão coletiva; M4: Viagem de estudo; M5: Reflexões individuais escritas; M6: Trabalho de grupo orientado; M6: Apresentações públicas.
-
LínguaLanguagePortuguês
-
TipoTypeSemestral
-
ECTS4
-
NaturezaNatureObrigatório
-
EstágioInternshipNão



