O Mestrado Integrado em Arquitetura e o Mestrado em Reabilitação de Edifícios e Sítios do ISMAT juntam-se ao Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2023, promovido pela Direção-Geral do Património Cultural
A constituição geológica de um local determina, na maioria das vezes, os seus processos construtivos e marca a imagem da sua Arquitetura.
Na região central do Algarve, vulgarmente designada por “Algarve Calcário”, podemos encontrar, numa pequena faixa, o Grés de Silves que, pelas suas características, confere a esta região particularidades construtivas, arquitetónicas e cromáticas. A relevância deste material foi identificada no Inquérito à Arquitetura Popular em Portugal, realizado entre 1955 e 1960, pelo Sindicato dos Arquitetos Portugueses, que descreve:
«(…)na região que vai de Silves às proximidades de São Bartolomeu de Messines, em terrenos Triássicos, aparece-nos o “Grés de Silves”, rocha formada de grânulos de quartzo aglutinados por um cimento ferruginoso que lhe empresta uma cor avermelhada escura; é uma rocha que pode ser trabalhada com relativa facilidade e aplicam-na em alvenarias irregulares, em muros de vedações, em soleiras, etc.».
Em Silves, na construção da Sé e do Castelo, foi utilizada esta rocha marcando, fortemente, a imagem desta cidade. Este material tem-se destacado, quer pelo facto de constituir uma importante herança cultural, quer pelo facto das suas características permitirem uma reinvenção e reintrodução no mercado da construção, indo ao encontro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU e dos desafios da Economia Circular.
Convida-se à realização de um Registo Fotográfico sob o tema Grés de Silves - Património, Inovação e Sustentabilidade, para realização de futura Exposição Digital, todos os detalhes estão na página do evento.




